Série: Awakú e as árvores que andam (2020)

Série composta por ilustrações em acrílica, papel e lápis de cor.

Mayã Fernandes. Awakú encontra Iyemàája e Ògún. Acrílica sobre papel 21cm X 29.7cm. 2020.

A pintura diz muito sobre o encontro com o mar. E a ânsia de poder fugir do concreto e do asfalto. Ela faz parte do itàn Awakú e a costura do acaso que é feito em formato de jogo, para que os leitores possam escolher o fim da narrativa. Um trecho do itàn é o seguinte:

“Awakú via no horizonte o infinito do mar. Na sola dos pés a areia pesada, cinza, fazia cócegas e transbordava entre o dedo mindinho e seu o vizinho. A pequena pressiona o objeto redondo contra a palma de sua mão para que não fuja, pois só assim a moeda está segura, pronta para ser lançada com precisão contra a corrente das águas. Aos poucos o mar se aproximou, dissolveu os grãos de areia, como um convite,  abrindo caminho com o resquício da espuma.” 

Ilustração utiliza no texto “Somos eternos”: em busca de uma filosofia da vida e da morte. E no livro Awakú e as árvores que andam (2021).