Escritos de isolamento #5

A melancolia é iminente para quem precisa da terra. Preciso do barro para me sentir viva, pois o concreto da cidade reflete um calor tóxico com pitadas de insciência.

Existe algo de sensível ao anoitecer que instiga. Pulsante é o céu avermelhado que hoje relaciono com o calor de seu rosto.

O vento frio de Oyá que vibra a porta da sacada, corta seco, corta pele e nos convida para o aconchego. Brissa que percorre toda a casa propondo o  alento. O amarelo beirando o marrom reflete a saudade de estar com os meus  e por isso coloquei um punhado de terra na sacada para ficar com a  sensação de felicidade.

31/03

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