Escritos de isolamento #4

“A onda se aproxima, estupenda e límpida.
Sinto a brisa do mar adentrar meu corpo, fria, anunciando que irá me engolir.
Não me disperso e nem recuo.
Não me movo e gosto.
Sublime, não busco compreender.
Ela chega e me encobre, sem pedir licença, sem solicitar permissão.
Dói, mas não ligo.
Não questiono onde ela irá me levar.
No meio da imensidão me sinto só. E a água me sufoca, me afoga e na contra prova descubro que não aprendi a nadar.
E tenho medo.
E temo não conseguir emergir e ver a onda passar”

02/2018

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