Escritos de isolamento #1

Texto de 03/2018

A intensidade aperta meu peito e aquece a alma.
O afeto que grita: te quero!  Indica a necessidade de estar com outra, doar o que antes estava contido e deixar que transborde sentimento pelas ruas.
Que meu calor aqueça a terra do povo calçado.
Te quero!
Nunca quis alguém assim, mas quero. No brilho dos teus olhos me torno espelho e o reflexo é manha.
Ao te chamar você vem. No ritmo que é só nosso, o contratempo da solidão.
E mesmo que as coisas tensionem, o silencio é cortado pelo ruído do vento que me lembra você.
Assim, sem muita explicação, apenas porque te quero!
No embalo da cabeça em teu ventre, me afogo em teu afeto feito sob medida.
Os trejeitos contidos pela noite que se apresentam pela manhã, transformam minha melancolia em palavras bobas ditas ao pé do ouvido.
Meus poros e até a gata mais velha da casa querem você.
A linguagem é ineficaz em tentar explicar tudo isso sem parecer piegas. Mas você sabe, não sei fazer meios dramas, meias cartas, romance pela metade.
Sinto e te quero!
Assim, bobo, sem rima, sem coerência, em descompasso com o padrão.
Corpo vibrando na harmonia da alma que encontra o congênere.
Como andrógina antes partida ao meio, agora que te encontrei, pauso minha inquietude existencial.
Tempo intenso com gosto de calmaria.
Paradoxos dentro de mim, uma efusão de quereres.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s